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FEDERAÇÃO LUSITANA DE PÉLIO

 

 
 
 
 

 

A Federação Lusitana de Pélio (em lusitano é Goinomixun Leukuir ke Pëlio ou GLP) fundada em 2006, é o único organismo nacional e internacional que tutela o Pélio. A sua sede é na Lusitânia, região não autónoma ou nação não independente nem reconhecida, porque hoje sob domínio territorial de Portugal. O Pélio é o nome nativo do futebol tradicional Lusitano. A palavra aportuguesada "pélio" deriva da palavra lusitana "Pëlio" e significa o jogo da bola, esta palavra é derivada de uma outra palavra lusitânica antiga "pella", que significa apenas bola, mas que agora no moderno e reconstruído lusitano se escreve "pëla" para bola (ou "péla" se quizermos aportuguesar a palavra para a ortografia portuguesa. Este jogo tradicional lusitano que não é mais do que o futebol lusitano, tem regras próprias e não é muito diferente do futebol de onze moderno que é praticado também na Lusitânia, em Portugal e no resto do mundo, que segue as regras do International Board e é tutelado pela FIFA. O Pélio ou o futebol lusitano tradicional e que é jogado (preferencialmente) em campo pelado ou de terra batida, tem as suas regras próprias e regulamentos. Este desporto tradicional lusitano também muito semelhante ao futebol de rua é 100% (cem por cento) puramente amador, a sua origem é mesmo muito antiga, porque desde sempre as crianças lusitanas nalgumas aldeias jogaram este tipo de futebol nos campos em redor, embora só agora nos últimos anos as regras deste desporto tradicional lusitano tenham sido regulamentadas pela nossa federação a FLP, fundada por Endobelis Ampilua, que é também um fervoso praticante deste desporto tradicional. A Federação Lusitana de Pélio (GLP) é uma entidade independente, membro da comunidade lusitana e não está subordinada a nenhum organismo estrangeiro. Os jogos organizados pela Federação Lusitana de Pélio são ocasionais, e decorrem na maioria das vezes em dias festivos da Nação Lusitana. A Federação tem duas equipas oficiais, a dos "Senoi" e a dos "Nurcokui". Todas as outras equipas que se formam ou se venham a formar de forma informal, também são bem-vindas às nossas competições puramente amadoras e não oficiais.

Diga-se desde já que as regras também são muito flexíveis e simples, porque este desporto não admite o profissionalismo nem outros jogos de interesses, como aqueles que nos tempos mais recentes envolvem o futebol de alta competição, e levam a máfia italiana, a franco-suiça, a russa e mesmo a sul-americana ligada ao narco-tráfico e a casas de apostas e jogos para lavagem de dinheiro sujo a controlar certos organismos internacionais do futebol de onze por exemplo.

As principais diferenças entre este desporto tradicional puramente lusitano e o futebol de onze que é praticado também na Lusitânia (de forma independente) e em Portugal sob a égide da FIFA, são as seguintes e estão abaixo indicadas, de forma resumida:

Embora este desporto possa ser praticado num campo de futebol de onze moderno, a extensão do campo e o número de jogadores também pode variar muito, tudo depende da faixa etária, da extensão do próprio campo e da quantidade de jogadores disponíveis na altura do jogo (nunca menos de 7 e nunca mais de 15 jogadores como máximo por equipa - este último número para as competições e jogos organizadas pela FLP) evidentemente. A duração do jogo de Pélio são 60 minutos divididos em três partes, cada parte com 20 minutos portanto, quando o jogo está parado para-se o cronómetro (ou o relógio). Contudo nas camadas mais jovens ou entre as crianças, naturalmente que não se pára o relógio. O intervalo entre cada parte de um jogo, varia entre 5 minutos (para crianças) e o máximo de 15 minutos para os adultos. Existe um árbitro principal e dois auxiliares dentro do campo (um em cada parte do mesmo). As substituições não têm limite, e um jogador que é substituído numa parte do jogo pode entrar noutra parte. As expulsões podem ser temporárias (até ao final de uma parte de 20 minutos) ou podem ser permanentes (não volta a jogar no mesmo jogo e nos seguintes, depende da gravidade do castigo). Um jogador que lesiona outro adversário não pode voltar a jogar enquanto este não recuperar e entrar no mesmo jogo ou na mesma temporada (depende da situação e do castigo). Dentro do campo existem dois árbitros assistentes (um em cada lado do campo) a auxiliarem o árbitro principal, excepto nos jogos entre crianças. Não existe fora de jogo. Os lançamento laterais (não está-se a falar dos pontapés de canto) são feitos ao pé (e não com as mãos) em linha recta ou para trás, no sentido da baliza da equipa que está a atacar, e nenhum jogador adversário pode tocar na bola até um jogador da mesma equipa que a lança o fazer. Nos pontapés de canto, se a bola fizer um arco para fora dos limites do campo (para trás da baliza por exemplo) e se voltar a entrar no campo, a bola é considerada regular e dentro do campo, só não o será se bater no solo fora do campo ou num poste de iluminação, numa parede, ou vedação, numa árvore, numa ave ou noutra coisa qualquer. A principal diferença entre o futebol tradicional lusitano e o futebol de onze moderno (do I.B./FIFA) está nos guarda-redes e nas balizas. No Pélio, a baliza (ou os postes, tal como no râguebi) é mais de três vezes maior em largura do que a do futebol de onze e tem de ter uma largura de metade da linha de fundo (e não da lateral como é lógico) do campo de futebol e um máximo de três metros de altura (nas camadas mais jovens são dois metros) e a equipa que ataca não pode nunca entrar na pequena área dos guarda-redes da equipa que defende. A equipa que ataca e passa do seu meio campo para o meio-campo do adversário já não pode recuar ou atrasar a bola para o seu campo, se o fizer perde-a, a não ser que um jogador adversário a jogue ou toque na bola. A pequena área dos guarda-redes entre três e quatro (varia) metros à frente da baliza, vái de uma parte lateral até à outra do campo, protegendo assim a área da baliza. Só a equipa que defende pode ter jogadores dentro da área do guarda-redes, e esses jogadores que serão os guarda-redes e os únicos a poderem defenderem a bola com as mãos, não podem ultrapassar metade (ou metade menos um quando a equipa tem um número total impar) do total de jogadores da mesma equipa e não podem sair da sua pequena área de guarda-redes até os outros jogadores da sua equipa (que não fazem de guarda-redes) recuperarem a bola ou o adversário marcar golo. Nas jogadas seguintes, os guarda-redes da mesma equipa poderão ser outros, geralmente são os primeiros que chegam em corrida perto da baliza, portanto não existem guarda-redes permanentes no Pélio. E só na pequena área da baliza é que as bolas podem ser defendidas e tocadas (mas não a passe de um jogador da mesma equipa) com as mãos e braços. Os livres, castigos e penalidades são marcados sem barreira adversária, só podem estar os guarda-redes adversários (metade da equipa) junto da baliza e dentro da pequena área. O pontapé de canto não é marcado na linha de fundo, mas na linha que está cerca de três/quatro metros dentro do campo. O jogo ou uma parte de 20 minutos do jogo, se ultrapassar este limite de tempo, só acaba quando a bola for para fora, mas se houver um castigo ou penalidade tem de se marcar o castigo mesmo para além do tempo regulamentar e antes de acabar oficialmente o próprio jogo. Existem outras regras menores no Pélio. Que podem ser alteradas ou não, no futuro. Por vezes nos jogos entre crianças lusitanas, em vez de postes para formarem a baliza, podem ser ou são colocadas duas pedras, dois caixotes de lixo ou o que estiver mais à mão. As nossas crianças (como em todo o mundo amador) jogam mesmo o Pélio sem a necessidade de terem um árbitro a controlarem o jogo, e por vezes elas mesmos combinam as regras menores antes de iniciarem o jogo. Desde que foi fundada a nossa federação que se eliminaram algumas regras mais primitivas do jogo, principalmente aquelas que poderiam por em causa a integridade física dos nossos jogadores, como a regra que permitia aos avançados entrarem na pequena área dos guarda-redes, que, ora como é sabido (por experiência própria) pelos praticantes mais antigos do Pélio, aos guarda-redes que estivessem mais perto do avançado que entrava na sua pequena área era-lhes permitido agarrar esse avançado ou mesmo rasteirá-lo (quando se atiravam para o chão ou faziam o "carrinho") desde que o atacante tivesse a bola jogável, o que provocava por vezes muitas lesões graves aos atacantes (embora em menor grau aos guarda-redes, porque estes nunca podiam ser tocados nem agarrados). Como entendemos que a prática desportiva serve para manter o corpo e a mente sãos, daí o termos retirado esta regra primitiva e pouco salutar que punha em causa a integridade física dos praticantes, as pequenas alterações que foram propostas a esta regra não foram aceites pela maioria porque como é sabido, a pequena área dos guarda-redes tem sempre de manter-se como domínio absoluto dos mesmos, daí manter-se o impedimento dos avançados contrários poderem rematar dentro desta área. Contudo a regra que permitia aos avançados entrarem na pequena área dos guarda-redes, continua a ser aplicada e aceite pelos mais jovens nalguns jogos ocasionais entre crianças ou adolescentes, mas não é aceite nem tolerada nos jogos oficiais e ocasionais que a FLP organiza entre e para os membros da nossa comunidade nativa Lusitana. Este nosso desporto tradicional e puramente lusitano (e desconhecido da maioria dos portugueses) estará de futuro, assim outras realidades o venham a exigir na evolução natural do Pelio, aberto a novas tecnologias que visam proteger a verdade desportiva, mesmo que amadora.

Rejeitamos o profissionalismo no futebol lusitano e em todos os outros que só leva à falsificação do desporto, ao fanatismo nacionalista, à mentira social e à corrupção dos princípios humanos. Como é já sabido por todos nós e do domínio público, hoje em dia, são várias as máfias (e não só a italiana, a franco-suiça ou a do leste-europeu) e os seus interesses obscuros que controlam as várias federações e organismos internacionais do futebol profissional ou de alta competição. Esta situação e realidade que por motivos financeiros obscuros, por proteccionismo a algumas potências e interesses sociais alheios à verdade do próprio jogo, tem vindo a adulterar a verdade desportiva, feita principalmente através da arbitragem (os árbitros corruptos são apenas peões ou peixe-miúdo na engrenagem que a controla e não os verdadeiros criminosos) "escolhida" ou formada por certas entidades internacionais (que para o seu "jogo" não ser descoberto continua a recusar as novas tecnologias que poderiam corrigir certos erros de árbitros mais "distraídos", por exemplo) não é nem nunca será a nossa.

O futebol é o mais belo jogo colectivo ou de equipa que o homem inventou neste mundo, dizem que os ingleses da emergente classe-média recriaram o futebol moderno como passatempo à quase duzentos anos (no século XIX), também dizem que os chineses o praticavam já à milhares de anos, outros que os japoneses, e que os povos da América Central, Aztecas e Maias também tinham outro tipo de futebol mais ritualizado e violento. Alguns também nos falam do Tibete. Bom, os estudiosos do desporto dizem que o futebol pode ter sido inventado simultâneamente por vários povos e tribos diferentes ao mesmo tempo na pré-história mesmo, com as suas diferentes variantes e regras (ou mesmo sem regras). Não nos custa muito imaginar duas crianças juntas ao pé dos seus pais numa gruta ou perto duma fogueira dando pontapés numa pedra ou a brincarem com algo parecido com uma "bola". Mesmo o futebol moderno tem muitas variantes. Mas dentro da nossa comunidade Lusitana, correm histórias ou uma lenda, acredite-se no que se queira acreditar (todas as lendas e histórias têm origem em factos reais, e os factos são os pilares da verdade), de que no tempo das invasões romanas e antes da conquista da Lusitânia pelos romanos e pelos godos, que os guerreiros lusitanos depois de lutas vitoriosas contra as legiões romanas, praticavam este desporto que seria evidentemente diferente do "harpasto" greco-romano, mas que em vez da tradicional bexiga do porco ou do javardo (que nós ainda hoje por vezes utilizamos), jogavam o Pëlio com a cabeça dum romano morto como bola, e que mesmo depois de esta ser desfeita a pontapé, logo a cabeça de outro romano era jogada. Este tipo de jogo aparentemente violento (mais sanguinário e cruél foram os massacres perpretados por romanos e godos contra o nosso povo Lusitano indefeso, nem mulheres, crianças e idosos escapavam) e bárbaro só acabou aparentemente após a total cristianização da Lusitânia, por ordem da igreja de Roma. Infelizmente hoje não existem documentos factuais nem registos ou relatos que comprovem algumas destas histórias que correm na nossa comunidade Lusitana. Mas será que alguém neste mundo também pode jurar de que nunca um Lusitano deu um pontapé na cabeça de um romano? Especialmente se esse lusitano viu o seu povo ser escravizado ou se ele mesmo foi feito escravo, perdeu a família ou foi espoliado das suas terras para os romanos ladrões ou os seus bastardos. Mais, não há nada nem ninguém neste mundo que nos obrigue ou proíba de não acreditar naquilo que queremos acreditar! Hoje em dia, o Pélio é naturalmente um jogo mais civilizado e humanizado evidentemente, só é jogável com uma bola de plástico (preferencialmente) ou de pele/couro, ou mesmo com uma bola oficial de futebol de onze da FIFA, e não por exemplo, com a cabeça de um político português corrupto e anti-regionalista, de um barão da droga, de um advogado aldrabão e de um banqueiro ou empresário ladrão evidentemente. A sociedade evolui e humaniza-se (mas não infelizmente os crimes perpretados por uma minoria que detém sempre o poder político-social) e os jogos tendem a acompanhar essa evolução civilizacional. O Pélio na nossa comunidade só serve para confraternização, convívio e cimentar a amizade entre as pessoas mais sinceras e honestas, entre aqueles heróis anónimos do quotidiano, que dia após dia, trabalham duramente para sustentarem suas famílias e vencerem as barreiras sociais, e que acreditam em manter as tradições culturais em que acreditam e com as quais se identificam, quer sejam membros da mesma comunidade ou de comunidades diferentes.

Por isso deixamos aqui um apelo, se és Lusitano, honesto e trabalhador, se acreditas nas tradições do teu povo lusitano e na liberdade da tua Nação Lusitana, e se queres aprender um jogo antigo (embora com regras modernas), então vem praticar connosco ou faz a tua própria equipa com os teus amigos. Joga o Pélio!

Contacto da FLP (GLP): [email protected]